[...] Mas o que Davi fez desagradou ao Senhor.2 Samuel 11:25-26
Muitos já ouviram ou leram a história de Davi e seu servo Urias, o hitita. Davi, no lugar errado, na hora errada, deixando de cumprir o papel que lhe era outorgado como rei, fica em Jerusalém pra descansar em seu palácio justamente no período em que, segundo a Bíblia, “os reis saíam para guerra”.
Era primavera. Enquanto soldados israelitas comandados por Joabe, o chefe do Exército, lutavam e derramavam suas vidas pelo reino, Davi, numa cidade praticamente ausente de homens, do terraço de seu palácio “admirava as flores” e se deliciava em suas férias fora de época.
Diz a Bíblia que numa tarde o rei levantou-se de sua cama e foi passear pelo terraço de seu palácio. Em meio ao seu ócio improdutivo, Davi enxergou uma mulher muito bela tomando banho e mandou alguém procurar saber quem era. O enviado (ou enviada) logo trouxe a informação precisa que o rei solicitara: “É Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o hitita”.
Davi “não satisfeito” com o fato de estar cobiçando a mulher do próximo (ou especificamente, a mulher do vizinho), ordena que a trouxessem a ele pra que com ela se deitasse. E assim foi feito, infelizmente!
O resultado: dias depois Davi recebe um recado de Bate-Seba informando-o que está grávida.
Deste ponto em diante inicia-se a trágica tentativa de Davi de justificar o injustificável.
O ponto de partida se dá no versículo 6 do capítulo 11, onde se registra que Davi mandou chamar Urias. E, é claro, o capitão do Exército obedeceu.
Após a chegada de Urias em Jerusalém o rei tenta convencê-lo a descansar um pouco e desfrutar de momentos com sua mulher. Ou seja, Davi queria criar um álibi para a “gravidez indesejada”, pois se seu servo Urias se deitasse com Bate-Seba certamente não desconfiaria de uma gestação posterior.
O plano era maléfico, entretanto aos olhos do rei era perfeito. Nada podia dar errado... Não fosse a lealdade e fidelidade do servo Urias que, em respeito aos seus compatriotas, seu rei e em honra a Deus, se recusa a desfrutar de descanso enquanto milhares de israelitas sofriam no campo de batalha. E o melhor: Urias dorme na entrada do palácio junto com os guardas que estavam em serviço! Uma maneira prática de demonstrar o quanto era leal ao seu rei.
Davi, todavia, fez nova tentativa. Em um banquete propositalmente montado com a intenção de embebedar Urias, o rei tenta tirar-lhe a sobriedade a fim de provocar sua “noite de descanso” com Bate-Seba. E mais uma vez não consegue. A lealdade, fidelidade, respeito e temor de Urias se mostram mais fortes que a embriaguez e, para surpresa de Davi, o hitita dorme mais uma vez com os guardas.
Após tentativas “amigáveis” de resolver o problema, Davi parte para uma drástica decisão. Envia uma carta por Urias a Joabe ordenando o chefe do Exército a colocar o hitita numa frente de batalha que fosse violenta o suficiente para lhe provocar a morte.
E assim foi feito. Como um cordeiro, Urias carrega em suas mãos sua própria sentença de morte e ao apresentar-se a Joabe recebe a missão de integrar uma frente de batalha que enfrentaria um desleal, perigoso e violento combate. Dias depois Davi recebe de um mensageiro um relatório de batalha que informa a morte de Urias e de outros soldados israelitas.
Após a leitura do relatório provavelmente o rei se alegrou. Imagino que pode ter pensado: “Agora que Urias é morto, vou me casar com sua esposa e o problema está resolvido. Já não há mais preocupações com adultério ou cobiça à mulher do próximo, afinal não existe mais ‘o próximo’ e, além disso, sendo Bate-Seba viúva não há nenhum impedimento para que se case novamente”.
Em meio a este possível torpe pensamento, Davi manda o mensageiro retornar a Joabe dizendo:
Muitos já ouviram ou leram a história de Davi e seu servo Urias, o hitita. Davi, no lugar errado, na hora errada, deixando de cumprir o papel que lhe era outorgado como rei, fica em Jerusalém pra descansar em seu palácio justamente no período em que, segundo a Bíblia, “os reis saíam para guerra”.
Era primavera. Enquanto soldados israelitas comandados por Joabe, o chefe do Exército, lutavam e derramavam suas vidas pelo reino, Davi, numa cidade praticamente ausente de homens, do terraço de seu palácio “admirava as flores” e se deliciava em suas férias fora de época.
Diz a Bíblia que numa tarde o rei levantou-se de sua cama e foi passear pelo terraço de seu palácio. Em meio ao seu ócio improdutivo, Davi enxergou uma mulher muito bela tomando banho e mandou alguém procurar saber quem era. O enviado (ou enviada) logo trouxe a informação precisa que o rei solicitara: “É Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o hitita”.
Davi “não satisfeito” com o fato de estar cobiçando a mulher do próximo (ou especificamente, a mulher do vizinho), ordena que a trouxessem a ele pra que com ela se deitasse. E assim foi feito, infelizmente!
O resultado: dias depois Davi recebe um recado de Bate-Seba informando-o que está grávida.
Deste ponto em diante inicia-se a trágica tentativa de Davi de justificar o injustificável.
O ponto de partida se dá no versículo 6 do capítulo 11, onde se registra que Davi mandou chamar Urias. E, é claro, o capitão do Exército obedeceu.
Após a chegada de Urias em Jerusalém o rei tenta convencê-lo a descansar um pouco e desfrutar de momentos com sua mulher. Ou seja, Davi queria criar um álibi para a “gravidez indesejada”, pois se seu servo Urias se deitasse com Bate-Seba certamente não desconfiaria de uma gestação posterior.
O plano era maléfico, entretanto aos olhos do rei era perfeito. Nada podia dar errado... Não fosse a lealdade e fidelidade do servo Urias que, em respeito aos seus compatriotas, seu rei e em honra a Deus, se recusa a desfrutar de descanso enquanto milhares de israelitas sofriam no campo de batalha. E o melhor: Urias dorme na entrada do palácio junto com os guardas que estavam em serviço! Uma maneira prática de demonstrar o quanto era leal ao seu rei.
Davi, todavia, fez nova tentativa. Em um banquete propositalmente montado com a intenção de embebedar Urias, o rei tenta tirar-lhe a sobriedade a fim de provocar sua “noite de descanso” com Bate-Seba. E mais uma vez não consegue. A lealdade, fidelidade, respeito e temor de Urias se mostram mais fortes que a embriaguez e, para surpresa de Davi, o hitita dorme mais uma vez com os guardas.
Após tentativas “amigáveis” de resolver o problema, Davi parte para uma drástica decisão. Envia uma carta por Urias a Joabe ordenando o chefe do Exército a colocar o hitita numa frente de batalha que fosse violenta o suficiente para lhe provocar a morte.
E assim foi feito. Como um cordeiro, Urias carrega em suas mãos sua própria sentença de morte e ao apresentar-se a Joabe recebe a missão de integrar uma frente de batalha que enfrentaria um desleal, perigoso e violento combate. Dias depois Davi recebe de um mensageiro um relatório de batalha que informa a morte de Urias e de outros soldados israelitas.
Após a leitura do relatório provavelmente o rei se alegrou. Imagino que pode ter pensado: “Agora que Urias é morto, vou me casar com sua esposa e o problema está resolvido. Já não há mais preocupações com adultério ou cobiça à mulher do próximo, afinal não existe mais ‘o próximo’ e, além disso, sendo Bate-Seba viúva não há nenhum impedimento para que se case novamente”.
Em meio a este possível torpe pensamento, Davi manda o mensageiro retornar a Joabe dizendo:
“Não fique preocupado com isso, pois a espada não escolhe a quem devorar. Reforce o ataque à cidade até destruí-la.”
Além do recado, Davi dá ao mensageiro uma incumbência especial: ENCORAJAR JOABE! Em outras palavras, retirar dele o peso da culpa de ter sido cúmplice do rei em um assassinato.
O rei pensa ter resolvido um problema. No entanto diz a Bíblia (no fim do capítulo) que “o que Davi fez desagradou ao Senhor”.
A tentativa de justificar o erro foi vista por Deus. E foi vista com reprovação e desagrado!
O aniversário de namoro (ou de casamento) esquecido, o compromisso faltado propositalmente, os impostos sonegados, as mentiras, o dízimo não entregue e gasto indevidamente, o adultério, a palavra impensada e agressiva que feriu alguém, a fofoca, a falta de interesse pelo Reino de Deus, a pouca (ou nenhuma) oração, a mirrada leitura bíblica...
Como Davi, tentamos inicialmente arrumar um álibi, uma desculpa. Se não conseguimos, tentamos santificar o erro “nos casando com a mulher com quem adulteramos, a qual é viúva do homem que matamos”.
Seduzidos pelo desejo de ocultar o pecado, vamos puxando um abismo após o outro, pois nosso desejo não é abandonar o erro, mas continuar a praticá-lo sem que ninguém nos descubra. Pra esconder a cobiça à mulher do vizinho a chamamos pra nosso palácio. Em desobediência a Deus que nos ordena fidelidade no casamento atraímos o abismo do adultério. E por tal ato de rebeldia à Palavra do Senhor atraímos um abismo homônimo e mais outro: o da feitiçaria (pois a rebeldia é como pecado de feitiçaria). Pra ocultar o adultério atraímos os abismos da hipocrisia, da bebedice, do abuso de poder e do assassinato. E quando percebemos estamos tão imergidos nos abismos que atraímos que somos capazes de sinicamente atribuir espiritualidade (ou acaso) aos nossos atos.
Davi, ao declarar a Joabe:“Não fique preocupado com isso, pois a espada não escolhe a quem devorar” - diz, nas entrelinhas: “Não fique triste, Joabe. Urias não morreu por nossa causa. Se o colocássemos na frente ou atrás da linha de batalha ele morreria do mesmo jeito. Afinal, a espada escolheu alcançá-lo. A morte escolheu recolhê-lo. Era o dia dele. Deus, que governa o tempo e a morte, quis assim.”
Davi tenta espiritualizar o seu pecado atribuindo ao destino (ou a Deus) a responsabilidade pela morte de Urias.
Quantas vezes erguemos nossas mãos agradecendo a Deus por passarmos ilesos na blitz sem que nossos documentos vencidos (ou ausentes) fossem descobertos. Louvamos ao Senhor pela “bem-aventurada cola” enviada para nossas mãos no momento “do vale da sombra da reprovação”(ou da prova final). Esquecemos o aniversário de casamento e colocamos a culpa no dia abençoado e corrido que tivemos. Não corrigimos nossos filhos, não saímos com as esposas, não temos tempo pra família sob o pretexto de fazermos a obra de Deus. Mas afinal, qual a obra que Deus quer que desempenhemos?
Se vivermos justificando o injustificável (isto é, acobertando nossas falhas e erros) chegaremos no fim do capítulo de nossas vidas e nos surpreenderemos ao nos depararmos com a seguinte revelação:
O rei pensa ter resolvido um problema. No entanto diz a Bíblia (no fim do capítulo) que “o que Davi fez desagradou ao Senhor”.
A tentativa de justificar o erro foi vista por Deus. E foi vista com reprovação e desagrado!
E quanto a nós? Quantas vezes não tentamos justificar o injustificável?
O aniversário de namoro (ou de casamento) esquecido, o compromisso faltado propositalmente, os impostos sonegados, as mentiras, o dízimo não entregue e gasto indevidamente, o adultério, a palavra impensada e agressiva que feriu alguém, a fofoca, a falta de interesse pelo Reino de Deus, a pouca (ou nenhuma) oração, a mirrada leitura bíblica...
Como Davi, tentamos inicialmente arrumar um álibi, uma desculpa. Se não conseguimos, tentamos santificar o erro “nos casando com a mulher com quem adulteramos, a qual é viúva do homem que matamos”.
Seduzidos pelo desejo de ocultar o pecado, vamos puxando um abismo após o outro, pois nosso desejo não é abandonar o erro, mas continuar a praticá-lo sem que ninguém nos descubra. Pra esconder a cobiça à mulher do vizinho a chamamos pra nosso palácio. Em desobediência a Deus que nos ordena fidelidade no casamento atraímos o abismo do adultério. E por tal ato de rebeldia à Palavra do Senhor atraímos um abismo homônimo e mais outro: o da feitiçaria (pois a rebeldia é como pecado de feitiçaria). Pra ocultar o adultério atraímos os abismos da hipocrisia, da bebedice, do abuso de poder e do assassinato. E quando percebemos estamos tão imergidos nos abismos que atraímos que somos capazes de sinicamente atribuir espiritualidade (ou acaso) aos nossos atos.
Davi, ao declarar a Joabe:“Não fique preocupado com isso, pois a espada não escolhe a quem devorar” - diz, nas entrelinhas: “Não fique triste, Joabe. Urias não morreu por nossa causa. Se o colocássemos na frente ou atrás da linha de batalha ele morreria do mesmo jeito. Afinal, a espada escolheu alcançá-lo. A morte escolheu recolhê-lo. Era o dia dele. Deus, que governa o tempo e a morte, quis assim.”
Davi tenta espiritualizar o seu pecado atribuindo ao destino (ou a Deus) a responsabilidade pela morte de Urias.
Quantas vezes erguemos nossas mãos agradecendo a Deus por passarmos ilesos na blitz sem que nossos documentos vencidos (ou ausentes) fossem descobertos. Louvamos ao Senhor pela “bem-aventurada cola” enviada para nossas mãos no momento “do vale da sombra da reprovação”(ou da prova final). Esquecemos o aniversário de casamento e colocamos a culpa no dia abençoado e corrido que tivemos. Não corrigimos nossos filhos, não saímos com as esposas, não temos tempo pra família sob o pretexto de fazermos a obra de Deus. Mas afinal, qual a obra que Deus quer que desempenhemos?
Se vivermos justificando o injustificável (isto é, acobertando nossas falhas e erros) chegaremos no fim do capítulo de nossas vidas e nos surpreenderemos ao nos depararmos com a seguinte revelação:
“Mas o que (seu nome) fez desagradou ao Senhor!”
Ao invés de acobertarmos nossos erros (ou espiritualizá-los), devemos confrontá-los, reconhecê-los, confessá-los e deixá-los.
Não devemos buscar justificar o injustificável, mas numa atitude de arrependimento devemos embasar nossa vida em quem pode REALMENTE nos JUSTIFICAR, o Senhor Jesus Cristo. Afinal, Está Escrito:
Não devemos buscar justificar o injustificável, mas numa atitude de arrependimento devemos embasar nossa vida em quem pode REALMENTE nos JUSTIFICAR, o Senhor Jesus Cristo. Afinal, Está Escrito:
“O qual [Jesus Cristo] por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.” Romanos 4:25
Que nesta verdade esteja nossa motivação e real justificação!
Que Deus,em Cristo Jesus , nos abençoe poderosamente.
Que nesta verdade esteja nossa motivação e real justificação!
Que Deus,
Fantastico meu amigo.
ResponderExcluirpeço o uso deste texto em nossa igreja.