terça-feira, 9 de março de 2010

NÃO JUSTIFIQUE O INJUSTIFICAVÉL


Davi mandou o mensageiro dizer a Joabe: “Não fique preocupado com isso, pois a espada não escolhe a quem devorar. Reforce o ataque à cidade até destruí-la.” E ainda insistiu com o mensageiro que encorajasse Joabe.
[...] Mas o que Davi fez desagradou ao Senhor.2 Samuel 11:25-26

Muitos já ouviram ou leram a história de Davi e seu servo Urias, o hitita. Davi, no lugar errado, na hora errada, deixando de cumprir o papel que lhe era outorgado como rei, fica em Jerusalém pra descansar em seu palácio justamente no período em que, segundo a Bíblia, “os reis saíam para guerra”.

Era primavera. Enquanto soldados israelitas comandados por Joabe, o chefe do Exército, lutavam e derramavam suas vidas pelo reino, Davi, numa cidade praticamente ausente de homens, do terraço de seu palácio “admirava as flores” e se deliciava em suas férias fora de época.

Diz a Bíblia que numa tarde o rei levantou-se de sua cama e foi passear pelo terraço de seu palácio. Em meio ao seu ócio improdutivo, Davi enxergou uma mulher muito bela tomando banho e mandou alguém procurar saber quem era. O enviado (ou enviada) logo trouxe a informação precisa que o rei solicitara: “É Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o hitita”.

Davi “não satisfeito” com o fato de estar cobiçando a mulher do próximo (ou especificamente, a mulher do vizinho), ordena que a trouxessem a ele pra que com ela se deitasse. E assim foi feito, infelizmente!

O resultado: dias depois Davi recebe um recado de Bate-Seba informando-o que está grávida.

Deste ponto em diante inicia-se a trágica tentativa de Davi de justificar o injustificável.


O ponto de partida se dá no versículo 6 do capítulo 11, onde se registra que Davi mandou chamar Urias. E, é claro, o capitão do Exército obedeceu.

Após a chegada de Urias em Jerusalém o rei tenta convencê-lo a descansar um pouco e desfrutar de momentos com sua mulher. Ou seja, Davi queria criar um álibi para a “gravidez indesejada”, pois se seu servo Urias se deitasse com Bate-Seba certamente não desconfiaria de uma gestação posterior.

O plano era maléfico, entretanto aos olhos do rei era perfeito. Nada podia dar errado... Não fosse a lealdade e fidelidade do servo Urias que, em respeito aos seus compatriotas, seu rei e em honra a Deus, se recusa a desfrutar de descanso enquanto milhares de israelitas sofriam no campo de batalha. E o melhor: Urias dorme na entrada do palácio junto com os guardas que estavam em serviço! Uma maneira prática de demonstrar o quanto era leal ao seu rei.

Davi, todavia, fez nova tentativa. Em um banquete propositalmente montado com a intenção de embebedar Urias, o rei tenta tirar-lhe a sobriedade a fim de provocar sua “noite de descanso” com Bate-Seba. E mais uma vez não consegue. A lealdade, fidelidade, respeito e temor de Urias se mostram mais fortes que a embriaguez e, para surpresa de Davi, o hitita dorme mais uma vez com os guardas.

Após tentativas “amigáveis” de resolver o problema, Davi parte para uma drástica decisão. Envia uma carta por Urias a Joabe ordenando o chefe do Exército a colocar o hitita numa frente de batalha que fosse violenta o suficiente para lhe provocar a morte.

E assim foi feito. Como um cordeiro, Urias carrega em suas mãos sua própria sentença de morte e ao apresentar-se a Joabe recebe a missão de integrar uma frente de batalha que enfrentaria um desleal, perigoso e violento combate. Dias depois Davi recebe de um mensageiro um relatório de batalha que informa a morte de Urias e de outros soldados israelitas.

Após a leitura do relatório provavelmente o rei se alegrou. Imagino que pode ter pensado: “Agora que Urias é morto, vou me casar com sua esposa e o problema está resolvido. Já não há mais preocupações com adultério ou cobiça à mulher do próximo, afinal não existe mais ‘o próximo’ e, além disso, sendo Bate-Seba viúva não há nenhum impedimento para que se case novamente”.

Em meio a este possível torpe pensamento, Davi manda o mensageiro retornar a Joabe dizendo:

“Não fique preocupado com isso, pois a espada não escolhe a quem devorar. Reforce o ataque à cidade até destruí-la.”

Além do recado, Davi dá ao mensageiro uma incumbência especial: ENCORAJAR JOABE! Em outras palavras, retirar dele o peso da culpa de ter sido cúmplice do rei em um assassinato.

O rei pensa ter resolvido um problema. No entanto diz a Bíblia (no fim do capítulo) que “o que Davi fez desagradou ao Senhor”.

A tentativa de justificar o erro foi vista por Deus. E foi vista com reprovação e desagrado!

E quanto a nós? Quantas vezes não tentamos justificar o injustificável?

O aniversário de namoro (ou de casamento) esquecido, o compromisso faltado propositalmente, os impostos sonegados, as mentiras, o dízimo não entregue e gasto indevidamente, o adultério, a palavra impensada e agressiva que feriu alguém, a fofoca, a falta de interesse pelo Reino de Deus, a pouca (ou nenhuma) oração, a mirrada leitura bíblica...

Como Davi, tentamos inicialmente arrumar um álibi, uma desculpa. Se não conseguimos, tentamos santificar o erro “nos casando com a mulher com quem adulteramos, a qual é viúva do homem que matamos”.

Seduzidos pelo desejo de ocultar o pecado, vamos puxando um abismo após o outro, pois nosso desejo não é abandonar o erro, mas continuar a praticá-lo sem que ninguém nos descubra. Pra esconder a cobiça à mulher do vizinho a chamamos pra nosso palácio. Em desobediência a Deus que nos ordena fidelidade no casamento atraímos o abismo do adultério. E por tal ato de rebeldia à Palavra do Senhor atraímos um abismo homônimo e mais outro: o da feitiçaria (pois a rebeldia é como pecado de feitiçaria). Pra ocultar o adultério atraímos os abismos da hipocrisia, da bebedice, do abuso de poder e do assassinato. E quando percebemos estamos tão imergidos nos abismos que atraímos que somos capazes de sinicamente atribuir espiritualidade (ou acaso) aos nossos atos.

Davi, ao declarar a Joabe:“Não fique preocupado com isso, pois a espada não escolhe a quem devorar” - diz, nas entrelinhas: “Não fique triste, Joabe. Urias não morreu por nossa causa. Se o colocássemos na frente ou atrás da linha de batalha ele morreria do mesmo jeito. Afinal, a espada escolheu alcançá-lo. A morte escolheu recolhê-lo. Era o dia dele. Deus, que governa o tempo e a morte, quis assim.”

Davi tenta espiritualizar o seu pecado atribuindo ao destino (ou a Deus) a responsabilidade pela morte de Urias.

Quantas vezes erguemos nossas mãos agradecendo a Deus por passarmos ilesos na blitz sem que nossos documentos vencidos (ou ausentes) fossem descobertos. Louvamos ao Senhor pela “bem-aventurada cola” enviada para nossas mãos no momento “do vale da sombra da reprovação”(ou da prova final). Esquecemos o aniversário de casamento e colocamos a culpa no dia abençoado e corrido que tivemos. Não corrigimos nossos filhos, não saímos com as esposas, não temos tempo pra família sob o pretexto de fazermos a obra de Deus. Mas afinal, qual a obra que Deus quer que desempenhemos?

Se vivermos justificando o injustificável (isto é, acobertando nossas falhas e erros) chegaremos no fim do capítulo de nossas vidas e nos surpreenderemos ao nos depararmos com a seguinte revelação:

“Mas o que (seu nome) fez desagradou ao Senhor!”

Ao invés de acobertarmos nossos erros (ou espiritualizá-los), devemos confrontá-los, reconhecê-los, confessá-los e deixá-los.

Não devemos buscar justificar o injustificável, mas numa atitude de arrependimento devemos embasar nossa vida em quem pode REALMENTE nos JUSTIFICAR, o Senhor Jesus Cristo. Afinal, Está Escrito:

“O qual [Jesus Cristo] por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.” Romanos 4:25

Que nesta verdade esteja nossa motivação e real justificação!

Que Deus,
em Cristo Jesus, nos abençoe poderosamente.

domingo, 7 de março de 2010

A OFERTA QUE DEUS DESEJA: EU! (Seja Tudo em mim)


“Porque Dele e Por Ele e para Ele são Todas as coisas. Glória, pois a Ele eternamente. Amém” Rm 11:36

Quantas são as vezes que falamos de oferta e entrega na igreja? Estamos cheios de conhecimento sobre semeadura, dízimos, mas muitas vezes não conseguimos praticar estes princípios com o coração alegre e livre. Fazemos por obrigação, como se necessitássemos mostrar a nós mesmos que vivemos a liberalidade que a Bíblia nos ensina. No entanto, não fazemos com alegria e parece que as promessas advindas da lei da liberalidade não fazem efeito em nós. Somos transportados da falsa obediência para a culpa num piscar de olhos e sinceramente nos sentimos frustrados por não ver o agir de Deus em nossa vida financeira. No entanto esta dificuldade de entregar-se financeiramente com alegria reflete um sério problema em nós:
NÃO NOS ENTREGAMOS INTEGRALMENTE A DEUS!
Está escrito em João 12:24: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto”.
Este texto é uma demonstração de como deve ser o nosso nível de entrega a Deus. A exemplo de Nosso Senhor Jesus não devem existir limitações em nós para o controle do Pai. Voluntariamente precisamos nos dispor a lançar-nos diante Dele abdicando de nossa própria vida e desejos para frutificarmos. Mateus 16:24-25 diz:

“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.”

Uma vida ensimesmada em objetivos pessoais, crescimento individual e acúmulo de tesouros desta terra pode nos levar a um grande erro: não liberar a potencial vida de Deus que está em nós. Assim como uma semente, possuímos vida em nós. Quando uma semente cai sobre a terra seus nutrientes são utilizados em prol da formação do broto que futuramente tornar-se-á uma árvore. Conosco é semelhante: liberar-nos do casulo do individualismo e avareza faz fluir a vida de Deus que há em nós resultando no desenvolvimento de nossa fé e na edificação da igreja. O apóstolo Pedro escreve dizendo:
“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”. (2 Pe 3:18)

Este crescimento é fruto da Graça de Deus que opera em nós cotidianamente. Todavia não existe fluir de Graça sem comunhão com Deus e por sua vez, não existe comunhão se não nos dispusermos a sermos totalmente Dele, afinal Ele não nos divide com ninguém.

Por isto, precisamos entender que...

A MELHOR OFERTA QUE DAMOS A DEUS É A NOSSA ENTREGA ILIMITADA A ELE.

No Universo existe Deus, pessoas e coisas. Devemos adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. Se cultuarmos a nós mesmos, iremos desprezar a Deus, amar as coisas e usar as pessoas, ou seja, inverteremos as prioridades de nossas vidas. Devemos amar a Deus sobre todas as coisas (Mc 12:30). Ele deve ocupar o primeiro lugar em nossa vida, em nossa agenda e em nossos sonhos. Quando entendemos que Ele é nossa prioridade e que somos Sua propriedade, não existirá mais nada que nos prenda a este mundo. Deste ponto em diante compreendemos que tudo o que temos veio Dele e é para Ele. A partir daí que começamos a experimentar do que está Escrito em Mateus 6:33:

“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

O acrescentar começa quando nos desprendemos do mundo e priorizamos o Senhor e Seu Reino; quando entregamos nossas vidas é aí que verdadeiramente a ganhamos.
Quando nos entregamos inteiramente a Deus, ofertar passa a ser para nós uma satisfação, pois reproduzimos com o que temos exatamente o que somos: PROPRIEDADE DELE!

Deste momento em diante vivemos o que está escrito em Salmos 1 e 25:12-14.

Precisamos aprender que a qualidade de nossa oferta não está em quanto damos, mas em como damos (segundo nossa condição financeira). Assim como a intensidade de nossa vida como oferta não está em quanto tempo passamos na igreja, mas se vivemos com Ele e para Ele dentro e fora da igreja.

Precisamos desejar ardentemente sermos ofertas agradáveis a Deus.
Precisamos que tudo que somos e temos seja Dele.
Precisamos desejar que Ele seja Tudo para nós e em Nós.

Precisamos que nossa oferta de primícia a Deus seja a nossa vida, sem reservas. Nisto experimentaremos o que verdadeiramente é Vida Abundante, em todos os sentidos (inclusive nas finanças).

QUE VOCÊ SE ENTREGUE INTEIRAMENTE AO SENHOR E QUE ELE TE ABENÇOE PODEROSAMENTE!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Somos sacerdotes do Senhor


“Mas desde o nascente do sol até ao poente, será grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome será grande entre os gentios, diz o SENHOR dos Exércitos”. Malaquias 1:11


Deus, antes da fundação do mundo, projetou criar pra si uma geração de adoradores. Uma geração de pessoas que tivessem com ele profunda intimidade, amando-o, respeitando-o e obedecendo-o inteiramente.


Quando Adão e Eva caíram no Éden cometendo o pecado da desobediência (fazendo a escolha errada), Deus não mudou seu plano, pois, por ser Onisciente, já sabia que o homem e a mulher iriam errar. Por este motivo, o Senhor começou a anunciar em Gênesis 3:15 o seu plano Maravilhoso de Redenção e Salvação dos Homens. Vejamos o que diz este texto (as palavras entre colchetes foram acrescentadas no texto para melhor entendimento):


“Porei inimizade entre você [serpente] e a mulher [Eva], entre a sua descendência [os filhos da desobediência] e O DESCENDENTE [Jesus] dela; este [o descendente - Jesus] lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar”. Gn 3:15 – Nova Versão Internacional


O texto supracitado está mencionando uma Pessoa específica (observe o artigo “o”) que pisaria a cabeça do diabo (também chamado de serpente – Ap 20:2) e teria seu calcanhar ferido. Tal afirmação é uma revelação profética do Cristo e pode referir-se tanto ao Seu sofrimento na cruz do calvário quanto a perseguição de Satanás à Igreja, afinal a mesma é o corpo do Senhor Jesus, do qual, segundo a Bíblia, nós somos parte ( 1Co 12:27).


Isto nos mostra que o Plano de Redenção de Deus se cumpre na Pessoa de Jesus, o descendente que haveria de vir. Ou seja, todo aquele que quer estar junto a Deus só consegue isso se entregar-se a Jesus (Jo 14:6). E todo aquele que conhece a Jesus passa a ser residência Dele (Jo 14:23) e a ser Seu instrumento para salvar e edificar outras vidas, assim como um dia fomos edificados sobre Ele, que é chamado de Pedra Angular (Atos 4:11) e Pedra Viva.


Desta maneira, podemos dizer que quando conhecemos a Cristo e nos entregamos a Ele, passamos a ser Sua propriedade e seus representantes na terra, a fim de levar a mensagem de Salvação e Mudança a outros que ainda estão perdidos, ligando-os ao Senhor Deus. Esta propriedade e representação é declarada em 1 Pedro 2:1-9. E neste dia nós aprenderemos com este texto a sermos verdadeiros representantes do Senhor.


[Leitura de 1 Pedro 2:1-9]


O texto nos mostra que o Senhor nos investiu de autoridade para adorá-lo e para levar o povo a conhecê-lo. Isto, por incrível que pareça, era a função dos sacerdotes no Antigo Testamento. Ou seja, o apóstolo Pedro está dizendo que o desejo eterno de Deus é que sejamos separados para Ele, que sejamos apenas Dele, que sejamos seus sacerdotes.

Mas, qual a qualidade do nosso sacerdócio? Temos adorado a Deus todos os dias através da oração, leitura da Palavra e atitudes Santas?


O apóstolo Paulo diz em Romanos 12:1:


“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.


Ou seja, ele afirma que devemos nos oferecer a Deus como sacrifício. O apóstolo Paulo, na verdade, está nos revelando uma visão interessante acerca de nós mesmos: além de sacerdotes, somos ofertas a Deus!


Mas...

Que tipo de oferta temos sido? Temos sidos “vivos, santos e agradáveis a Deus”?


Que tipo de culto, como sacerdotes e ofertas, temos oferecido a Deus? Culto racional? Culto irracional? Culto apenas emocional?


E quanto a nossa mente: temos agradado a Deus com o que pensamos? Nossa vida e pensamentos tem estado conforme os moldes (forma) do mundo ou segundo os moldes (forma) da Palavra de Deus?


Se somos sacerdotes, que tipo de sacerdócio temos exercido?


A bola está conosco! Deus deseja que nos examinemos e sejamos melhores! Ele quer que sejamos verdadeiramente Sacerdotes Reais, a semelhança de Jesus!


E se nos dispusermos, o Espírito Santo nos ajudará e nos transformará a cada dia nesta grande missão!


Que Deus Pai, em Cristo Jesus e pelo Amado Espírito Santo, abençoe a nossa vida e nos faça SACERDOTES conforme o coração Dele!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

NOVA VIDA, NOVO TEMPO, NOVO EU


(esboço de mensagem pregada no dia 19/12/2009)

“Eis que faço novas todas as coisas”. Ap 21:5


Mudança, essa é uma de nossas maiores dificuldades. Mudanças requerem esforço, bom ânimo, disposição. Organizar um quarto, um guarda-roupa, a dispensa, o escritório. Toda grande arrumação começa com uma grande bagunça. Ezequiel 37 narra a visão que Deus deu ao profeta do reavivamento de um vale de ossos sequíssimos. O versículo 7 demonstra que após ter profetizado em conformidade com a Palavra do Senhor, o profeta viu um reboliço acontecer antes que cada osso se ajuntasse organizadamente.

1) Precisamos saber EM PRIMEIRO LUGAR que: Pra arrumar é necessário bagunçar!

É impossível experimentar mudança sem nos dispormos a desorganizar conceitos arcaicos ou distorcidos. Sem romper com o velho jamais experimentaremos o novo. Aliás, é impossível utilizar matéria prima velha pra fazer coisas novas. Jesus afirma que “ninguém costura remendo de pano em veste velha; porque o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior. E ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo rompe os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser posto em odres novos.” (Mc 2:22)
Para entendermos o que Jesus quer nos ensinar precisamos conhecer melhor sobre os odres.
Os odres eram recipientes feitos de pele de carneiro apropriados para guardar vinho. Quando novos tinham elasticidade suficiente para expandir durante o processo de fermentação do vinho, o qual libera gases esticando a pele que formava o odre. Por isso um odre velho, que já havia se esticado ao longo do tempo não poderia carregar vinho novo, recém retirado da uva e em processo de fermentação, pois não suportaria a pressão exercida pelos gases durante tal processo. Além disso, o vinho novo poderia ser estragado devido ao fato de entrar em contato com um odre velho que já havia contido vinho fermentado e, portanto, tinha resquícios do volume anterior. Desta maneira, Jesus está dizendo que coisas novas fazem parte de uma vida nova, assim como sonhos novos fazem parte uma mente renovada. É por isso que Romanos 12:02 afirma que sem transformação de mente não podemos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

2) Por isso a segunda coisa que aprendemos é: TODA GRANDE MUDANÇA EXTERIOR COMEÇA PRIMEIRAMENTE COM A TRANSFORMAÇÃO DO MEU INTERIOR!

O livro do profeta Ezequiel diz no capítulo 36, versos de número 26 e 27: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos e os observeis”.
Quando não estamos abertos para mudanças, jamais veremos coisas novas em nossas vidas.
O Livro de Números demonstra quantas pessoas morreram no deserto por murmurarem contra Deus (Nm 16 e 26). Estas pessoas desejavam voltar para o Egito, pois sentiam saudades da velha vida que tinham. Existem pregadores que costumam afirmar que a maior dificuldade do êxodo não foi retirar Israel do Egito, mas retirar o Egito do coração de Israel.

3) Terceira coisa a aprender: TENHA UM SONHO – VOCÊ PRECISA SONHAR! (Sl 126; Mt 18:3-4)

4) SAIA DO LUGAR QUE LIMITA A TUA VISÃO E O AGIR DE DEUS NA SUA VIDA (abandone a zona de conforto): o exemplo de Abraão - Gn 12:1-2
• Sob a direção de Deus não tenha medo de lançar-se no desconhecido! (Sl 25; Is 30:21)

5) RECONHEÇA A POSSIBILIDADE DE AFLIÇÕES...

• Mas tenha bom ânimo, pois o Senhor é contigo - Isaías 41:10; João 16:33
• Se for preciso, tente novamente! (O exemplo da destruição de Jericó - Josué 6 / O exemplo de Pedro - João 21)

6) CREIA NA PALAVRA DE DEUS, DESCANSE EM SUA FIDELIDADE E AMOR, CONFIE QUE ELE TEM O MELHOR PRA VOCÊ (Jr 29:11; Romanos 8: 28; 1Co 2:9)

7) NÃO SE ESQUEÇA QUE SUA VIDA TEM UM PROPÓSITO ESTABELECIDO POR DEUS. POR ISSO ESTEJA ABERTO ÀS MUDANÇAS, INCLUSIVE EM SUA VISÃO E SONHOS. (Provérbios 16:1; Salmo 37:3-7a)

É TEMPO DE VIVERMOS UM NOVO TEMPO NA PRESENÇA DO DEUS QUE FAZ NOVAS TODAS AS COISAS!

Que o Senhor te abençoe...

domingo, 22 de novembro de 2009

INFELIZES NA CASA DO PAI




Evangelho de Lucas 15:11-32


Quando lemos a história do filho pródigo percebemos claramente que o desejo do Senhor Jesus é nos revelar Deus Pai como um Pai amoroso que recebe seus filhos rebeldes de abraços abertos dando-lhes oportunidade de arrependimento para desfrutarem de uma nova vida abundante como herdeiros e não como empregados.

O filho pródigo é conhecido de todos nós, afinal ele é o símbolo perfeito de todo aquele que um dia conheceu o Senhor, afastou-se e retornou à casa do Pai.


O filho pródigo é uma parábola que reflete a vida de muitos de nós que muitas vezes escolhemos equivocadamente a falsa liberdade do mundo em vez da vida abundante nos braços do Pai. Pegamos todo tesouro de Deus semeado em nós e gastamos numa vida mundana. Mas chega uma hora que as coisas apertam e neste momento notamos que estamos distantes demais da casa do pai e envolvidos demais com o lamaçal do pecado. Em meio a esta lama suja e fétida chamada velha vida compreendemos que tudo que este mundo de pecado nos oferece é lavagem, porcaria. E é aí que uma Voz dentro de nós nos faz lembrar que na casa do Pai há fartura de pão, refúgio, proteção e abundância de Alegria e de Vida.


Conhecemos esta história, mas não é isso que aprenderemos hoje.


Quero compartilhar com você uma reflexão sobre um personagem que passa despercebido aos olhos de muitos de nós e cujo papel é aparentemente coadjuvante, mas que na verdade é tão importante quanto os demais: o irmão do filho pródigo.


Sua participação no texto é notada em apenas 8 dos 22 versículos que narram a parábola. Não se fala muito sobre ele, mas o pouco que o texto traz é suficiente pra compreendermos um pouco de seu perfil.


A primeira coisa que percebemos é que era o filho mais velho e que estava no campo, isto é, era o primogênito e estava trabalhando nos negócios de seu pai. Provavelmente devia ter recebido deste autoridade para liderar os servos no trabalho diário, já que na linha sucessória de uma família judaica o primogênito era quem assumia as responsabilidades pertencentes ao pai. Administração de negócios, o cuidado dos entes familiares e a chefia da família eram responsabilidades inclusas na primogenitura. Além disso, havia sobre os primogênitos uma benção especial. A história de Esaú e Jacó exemplifica o quanto esta benção tinha importância espiritual (Gn 25).

Este rapaz representava seu pai onde quer que fosse, pois era filho, herdeiro da herança. No entanto vivia uma vida infeliz restrita as responsabilidades como se fosse um simples empregado. Este jovem vivia infeliz porque na verdade...

>Tinha uma visão distorcida da vida (visão distorcida da existência espiritual e do Reino de Deus – ele era mentalmente escravo da Lei de Talião)

>Tinha uma visão distorcida de si mesmo (visão distorcida da finalidade de sua vida: via-se como um escravo e vivia infeliz na casa de seu pai não sentindo alegria de ser filho – Sl 51:12: o exemplo de Davi);

>Tinha uma visão distorcida de seu Pai (visão distorcida de Deus – deixa a entender que seu pai é um senhor injusto insensível as suas necessidades);


Muitos de nós somos infelizes pelo mesmo motivo. Nossa visão é distorcida. Precisamos entender que o problema não está no Senhor, em seus princípios ou em seu Reino. O problema está em nós.


Nos perguntamos: Por que não temos novilhos cevados?


Não temos “novilhos cevados” porque não pedimos (Tg 4:2) ou porque pedimos mal (Tg 4:3), nos preocupando apenas em satisfazer nossos prazeres egoístas (assim como o filho pródigo um dia fez).

Aquela festa tinha uma finalidade: declarar a todos os familiares, parentes, criados e amigos que um filho morto reviveu, estava perdido e foi achado. Ou seja, aquela festa era uma celebração à vida, à reconciliação, à restauração, ao reencontro. Aprendizado: Propósitos corretos geram pedidos respondidos (1Jo 5:14).


Em outras situações pensamos: Por que devo pedir (orar)? Será que Deus não me conhece o suficiente a ponto de saber o que preciso?


Deus sabe plenamente quem somos e conhece cada uma de nossas necessidades. Nós porém, não nos conhecemos o suficiente e também não conhecemos o Senhor.

É desejo de Deus se revelar a nós (Jr 29:12-13) relacionando-se conosco. Quando nos apresentamos a Deus em oração, uma transformação ocorre em nós; é a metanóia (mudança de mente, em grego) descrita em Romanos 12:2. Essa mudança nos leva a experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, renovando nossas forças e alegrias espirituais (Is 40:31) e nos leva a compartilhar de segredos e bênçãos de Deus (Sl 25:12-14).


Então, Deus tem interesse na minha satisfação pessoal?


Sim, não é atoa que Salmo 37:5 afirma:


“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais Ele fará”.


Deus quer apenas que as nossas prioridades não se invertam, isto é, que nossa satisfação pessoal seja mais importante que agradá-lo e glorificá-lo. Por isso está escrito em Mateus 6:33:


“Buscai, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.


Lucas 9:24b nos revela que quem perde(entrega) sua vida por a amor a Cristo a encontra(ganha).


As Escritura deixam claro que o desejo de Deus é nos ouvir e dar vida abundante (Jo 10:10b). Vejamos versículos que comprovam isso:


“Ao homem que teme ao Senhor, Ele o instruirá no caminho que deve escolher. Na prosperidade repousará a sua alma e a sua descendência herdará a terra. A intimidade do Senhor é para os que o teme e Ele lhes fará saber a sua aliança.” Sl 25:12-14


“Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra” Isaías 1: 19


“Pois assim diz o Senhor a casa de Israel: Buscai-me e vivei” Amos 5:4


“Eu porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus da minha Salvação; o meu Deus me ouvirá” Miquéias 7:7


“O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam” Naum 1:7


“O Senhor Deus é a minha fortaleza, faz os meus pés como os da corça e me faz andar altaneiramente” Habacuque 3:19


Por fim, concluímos que o desejo de Deus é realizar nossos sonhos desde que nossa vida esteja focada no Seu Reino e justiça. Quando vivemos para Ele renunciando nossa vida para Glorificá-lo recebemos Dele recompensas nesta vida e na vida Eterna (Lc 18:27-30). Por isso não deixe de crer na seguinte verdade:


DEUS SE IMPORTA COM VOCÊ! O DESEJO DELE É TE DAR UMA VIDA ABUNDANTE REPLETA DE REALIZAÇÕES QUE O GLORIFIQUEM !


VOCÊ É FILHO! TUDO O QUE ELE TEM TAMBÉM É SEU!

(Lc 15:31)


Que o Senhor Jesus te abençoe poderosamente...


domingo, 20 de setembro de 2009

FÉ


O que é a fé senão a maior das loucuras do cristianismo?

Clamar a um Deus que não se vê acerca de coisas que se esperam?
Ansiar pelo impossível? Viver o invisível?
Crer que além do vale da sombra da morte existem verdes campos de esperança?
Descansar na certeza de que depois da noite de choro virá certamente o feliz amanhecer?
Enxugar as lágrimas da frustração e confiar que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus?
Pensar que o fim das coisas será melhor que o começo, pois o Deus Todo-Poderoso tem pensamentos de paz e não de mal ao meu respeito pra me dar o fim que eu desejo?
Isso é insanidade, loucura, doidera...

Mas... É isso que sou: LOUCO!
Louco pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo... Pela Palavra!

Sou chamado de louco por um mundo materialista que só acredita naquilo que vê, naquilo que toca...
Sou louco, sim. E faço parte de uma geração de loucos bem-aventurados que crêem sem ver. Sou louco, certamente, pois sem essa loucura chamada fé é impossível agradar ao meu amado Deus.
Sou louco, pois vivo pela fé...

A fé é sem dúvida a loucura que move o cristianismo, pois se aqui estamos hoje é porque LOUCOS de Deus deram suas vidas por amor a um Reino Celestial que ainda é invisível para nós, mas que em breve se manifestará...

Mas, o que é afinal essa loucura chamada fé?

Lutar contra o impossível na esperança de que o invisível tornar-se-á real pelas mãos do Nosso Amado e Todo-Poderoso Deus! Isso é fé e isso é viver por fé!

Que o Deus de Hebreus capítulo 11 nos abençoe poderosamente, pela fé em Cristo Jesus, Nosso Senhor.

domingo, 23 de agosto de 2009

COMO DEUS REVELA SUA VONTADE?


(Estudo Bíblico ministrado na Classe de jovens da EBD nos dias 16 e 23/08/2009)

“Multidões, multidões no vale da decisão”. Joel 3:14

1) Breve introdução sobre a certeza de que o Senhor está conosco e nos direciona:

O exemplo de Abraão: a incerteza e a direção
“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” Gn 12:1

a) Deus disse inicialmente para onde Abrão iria? Hb 11:8
b) Abrão chegou ao seu destino? Gn 12:5 e 7

O exemplo de Israel: o peitoral das decisões e as duas pedras (URIM E TUMIN)
Ex 28:15,19 e 30.
Direcionamento de Deus para questões específicas (batalhas, julgamentos) relacionadas ao povo através do sacerdote. (exemplo: Nm 27:21)

“Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo. Disse pois: Irá a minha presença contigo para te fazer descansar.”
Êxodo 32:9

“Assim diz o Senhor: Ponham-se nas encruzilhadas e olhem; perguntem pelos caminhos antigos, perguntem pelo bom caminho. Sigam-no e acharão descanso.” Jeremias 6:6

“Quer se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz atrás de você lhe dirá: este é o caminho; siga-o.” Isaías 30:21

“Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
Mateus 28:20

2) Formas de direcionamento de Deus

RAZÃO: 3.A faculdade de compreender as relações das coisas e de distinguir o verdadeiro do falso, o bem do mal; raciocínio, pensamento; opinião, julgamento, juízo. (Michaelis: Moderno dicionário da língua portuguesa; Ed. Melhoramentos)

1Ts 5:23 – Tricotomia humana; Hb 4:12 – pensamentos e propósitos do coração.

a) O corpo. É a parte inferior do homem que se constitui de elementos químicos da terra, como oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre, sódio, cloro, iodo, ferro, cobre, zinco, e outros elementos em proporções menores. Porém, o corpo, com todos estes produtos, sem a bênção divina, é de ínfimo valor.

b) A alma. É preciso saber que o corpo sem a alma é inerte. Ela precisa dele para expressar sua vida funcional (emoções, sentimentos) e racional. É identificada, no hebraico do Antigo Testamento, por "NEPHESH" (Gn2:7) e, no grego do Novo Testamento, por "PSIQUÊ".

c) O espírito. No hebraico é "RUACH" e no grego é "PNEUMA". O espírito do homem não é um simples sopro ou fôlego, mas também vida imortal (Ec 12.7; Dn 12.2; Lc 20.37;1 Co 15.53). Ele é o princípio ativo de nossa vida espiritual, religiosa e imortal. É o elemento de comunicação entre Deus e o homem.

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
Rm 12:1-2

Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.
Pv 4:23 (correlacionar com Fp 4:7)

Mas Ponham a prova todas as coisas e fiquem com o que é bom.
1 Ts 5:21

Podemos compreender de ambos os textos uma correlação entre a guarda e transformação das emoções e pensamentos com a finalidade de encontrarmos a vontade de Deus através do discernimento. Nossa capacidade divina de avaliar situações pode também ser um instrumento para o direcionamento divino.
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PAZ NO CORAÇÃO: Colossenses 3:15
Esta paz não se assemelha ao emocionalismo que é enganoso e pode levar o homem a erros. (Jr 17:9-10) Esta Paz oriunda de Cristo para aqueles que a Ele pertencem. (Fp 4:6-7).

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VISÕES e SONHOS: Gn 20:6; Nm 12:6; Jô 33:14-15; Mt 1:20; Mt 2:12; At 9: 3-4; At 9:10-12; At 16:9; Ap 1:1-2

“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.” Joel 2:28
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PROFECIAS: Deus é quem dá o dom de profecia para edificação da igreja (1 Co 12:10) e direcionamento de seus filhos (Atos 21:8-11 / 1 Tm 1: 18 / 1 Tm 4:14). As profecias não devem ser desprezadas (1 Ts 5:20), no entanto devem ser examinadas (1 Ts 5:21) tendo como parâmetro a consonância com o que está Escrito na Palavra de Deus.

Importante: A revelação de Deus dada por visões e profecias é TOTALMENTE DIFERENTE da ação de um espírito maligno de advinhação (At 16:16-18 – breve comentário correlacionando a este texto)
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ACONSELHAMENTO: Deus usa pessoas sábias para nos aconselhar na tomada de decisões.
“Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança.” Pv 11:14; 15:22; 24:6

A escolha correta de um conselheiro e o ouvido atento ao conselho pode nos direcionar ao acerto ou ao erro (Ex 18:13-27: o conselho de Jetro a Moisés / 1 Rs 12:1-9: o exemplo de Roboão)

Que tipo de conselheiro você procura para te auxiliar na tomada de decisões?
Sabemos que os homens são falhos, inclusive os mais velhos (Jó 32:9). Contudo a experiência de vida que eles possuem lhes dá maior crédito para aconselhar (Jó 12:12)

Precisamos sempre recordar que:
• Conversas inúteis só servem para nos afastar do que é certo (1 Co 15:33 / 2 Tm 2:16)
• O Espírito Santo é nosso maior orientador e conselheiro (Jo 14:26)
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EXPERIÊNCIAS: As experiências nos amadurecem tornando-nos mais aptos a tomada correta de decisões.

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.” Rm 5: 1-5

BÍBLIA SAGRADA: 2 Tm 3:14-17 – A aptidão da palavra para mudar e direcionar a vida do homem segundo a vontade de Deus.

• Deus muitas vezes fala por intermédio das Escrituras de forma específica com o povo orientando-os a como proceder na vida cotidiana. Assim foi inclusive com o povo de Israel:
PROIBIÇÃO DE RELAÇÕES SEXUAIS COM PARENTES OU ANIMAIS: Lv 18
RESPEITO AOS PAIS (INTEGRIDADE FAMILIAR): LV 19
POLUÇÃO NOTURNA E A CONCEPÇÃO AO ACASO: LV 15: 1 e 16
MENSTRUAÇÃO: LV 15: 19-23
ORIENTAÇÕES HIGIÊNICAS PARA O PÓS-PARTO: LV 12
ALIMENTAÇÃO: LV 11
SANEAMENTO BÁSICO: Dt 23:12-14

• Deus fala através dos nossos líderes espirituais quer pela pregação ou conselhos: Malaquias 2:7
• Na leitura devocional Deus também fala conosco e nos direciona: Salmo 1 – o grande exemplo do coração norteado pela Palavra de Deus.

• Normas de eficácia plena, princípios e a Bíblia Sagrada:

Alguns princípios do direito podem ser usados para compreensão dos mandamentos do Senhor. Se observarmos as Escrituras como Carta Magna de Deus para a direção de nossa vida como integrantes do Seu Reino, poderemos verificar que didaticamente a Bíblia como um todo se encaixaria no perfil de NORMA CONSTITUCIONAL DE EFICÁCIA PLENA, isto é, é suficiente, o bastante em si, contendo todos os elementos necessários para a pronta e integral aplicabilidade em nossas vidas não necessitando de nenhum dispositivo para complementação. Ou seja, a Palavra de Deus é suficiente, perfeita e imutável.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.
2 Tm 3:16-17


• Exemplos de aplicabilidade de princípios;

Se compreendermos os princípios intrínsecos em cada mandamento ou orientação saberemos como nortear a nossa vida em questões não contemporâneas aos escritores dos textos divinamente inspirados. Por exemplo, a Bíblia não fala sobre fumar cigarro, mas aborda a questão da escravização do homem pelos seus desejos (1 Co 6:12 / 2 Pe 2:19 b) e, além disso, fala de nossa responsabilidade de conservar em integridade o nosso corpo que na verdade não nos pertence, mas é Santuário do Altíssimo (1 Co 6:19). Logo, se sabemos que o cigarro vicia nos tornando escravos dele e que seus componentes químicos agridem nosso corpo, podemos, por consequência, concluir que fumar cigarro é pecado, pois princípios das Escrituras nos nortearam na compreensão da vontade Divina para tal questão.

• O parâmetro superior da vontade de Deus: Sua Palavra (Dt 13:1-3 Jr 23:28-29)

Precisamos sujeitar todas as formas prováveis anteriormente citadas de direcionamento ao crivo da Palavra de Deus, pois Ela é a autoridade máxima em nossas vidas. Portanto se algo contraria a Palavra, não serve para nós (Gl 1:8).