quarta-feira, 19 de maio de 2010

O VALE 121 – PARTE 2


“Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.”
Salmo 121:1-2



Um vale profundo demais para ser ignorado...


Um monte distante demais para ser alcançado...


Em meio a tanto desespero, 121 consegue observar ao seu redor uma cadeia de montes. A imagem esverdeada da paisagem o faz esquecer-se por alguns minutos do seu triste e obscuro momento e, sem que notasse, sua mente começa a lentamente trazer-lhe novos pensamentos.

Frases soltas e momentos felizes começam a serem relembrados até que sua memória remete-se a um texto da Torá, que diz: “Esforça-te e têm bom ânimo; Não pasmes e nem te espantes! Porque Eu, o Senhor, sou contigo por onde quer que andares!”.
Pensando ter ouvido uma voz naquele solitário vale, 121 ergue a cabeça e assustado vê sua memória repetir a frase: “Esforça-te e têm bom ânimo; Não pasmes e nem te espantes! Porque Eu, o Senhor, sou contigo por onde quer que andares!”.

Outras vezes o texto se repete em sua mente de tal maneira que aquilo que era apenas uma lembrança tornara-se agora uma voz viva e ativa.

- Esforça-te e têm bom ânimo; Não pasmes e nem te espantes! Porque Eu, o Senhor, sou contigo por onde quer que andares! – repetia a agora voz ativa.

- Esforça-te e têm bom ânimo; Não pasmes e nem te espantes! Porque Eu, o Senhor, sou contigo por onde quer que andares!

Ouvindo a frase repetidas vezes, 121, fechando os olhos, começa a questionar a voz que grita no seu interior, dizendo:
- Deus Santo, Criador dos céus e da terra. Como eu posso ter forças e ânimo neste estado? Meus braços e pernas não respondem a meu comando! Minhas esperanças sumiram, pois meus sonhos poderão ser mortos a qualquer instante pela espada afiada de um filisteu qualquer! Tenho te servido há anos, oh Deus... Mas agora não posso! Estou no fundo do poço! Estou no meio do vale!

Seguida da frase, vem um longo suspiro incontido que é seqüenciado por um brado que há dias está travado na garganta:
- Socorre-me Senhor!
- Socorre-me Senhooooor!
- Socorre-me Senhooooooooor! - grita, por várias vezes.

Depois do grito, 121 suavemente abre os olhos e, como que se tivesse recebido uma revelação, percebe no cume de um destes montes um brilho diferente. O reflexo da luz solar atrai suas pupilas de tal maneira que sente-se vidrado pelo que vê. Com esta cena a sua frente, uma parte especial do repetido verso da Torá ressalta em seus ouvidos:
- Eu, o Senhor, sou contigo por onde quer que andares...
- Sou contigo...
- Por onde quer que andares...

Nesta hora um dos mais belos versos do Livro de Salmos é tecido no coração de 121. Em meio a lágrimas, seus lábios lentamente começam a sussurrar:
- Elevo os meus olhos pra os montes. Quem me dará socorro? O meu socorro vem do Senhor...
- Vem do Senhor... – continua
- Vem do Senhor, que fez os céus e a terra...

Enquanto o coração de 121 começava a criar um dos mais lindos cântico bíblicos, a uma certa distância dali, Deus dava uma miraculosa vitória ao Rei Davi e seus súditos.
Filisteus corriam por toda parte sem compreender como o cerco havia sido desmantelado. Soldados do exército de Israel subiam velozmente as campinas, vales e montes em busca de um filisteu qualquer que estivesse perdido ou escondido. E, nesta busca, um(a) israelita é encontrado de joelhos num vale. Soldados e um jovem homem de pele ruiva o pegam pelos braços e perguntam:
- Qual é o teu nome?

E o israelita responde:
- Sou 121. Um simples servo que compôs das lágrimas um novo cântico a Deus!

E o jovem ruivo responde-lhe:
- Prazer em conhecê-lo, Valente de Deus! Eu sou o Rei Davi!

Daquele dia em diante nada mais ouviu-se falar sobre 121. Sabe-se apenas que os palácios do Rei se lhe abriram e que em Israel, em dias de fome e desesperança, o seu cântico era lido a toda nação como sinal de que Deus pode mudar situações desastrosas.

Hoje este salmo serve como ensinamento de que o vale não é o lugar mais profundo da vida, mais o início de um alto e brilhante monte.

Se você está arrasado, sem direção, seus sonhos ruíram, sua despensa está vazia, está desempregado e sua auto-estima se foi junto com sua fé, lembre-se:

O vale é o lugar onde aprendemos a ouvir a Deus e o conhecemos verdadeiramente, a fim de que sejamos trabalhados para então desfrutarmos de sua intimidade no cume do monte.

Não tenha medo de chorar, gemer ou gritar por socorro neste vale que você está vivendo. O Salmista gritou por socorro, pois reconhecia sua necessidade de Deus.

Não minta para si mesmo escondendo sua angústia. Grite pelo Senhor e por Seu socorro! Diga a Ele que você quer sair deste vale!

O Senhor conhece suas limitações. Ele não deseja que você seja "perfeito" vivendo uma vida de tentativas de sucesso ou aperfeiçoamento de si mesmo pela força de seu próprio braço (porque é Ele quem te dá vitória e te leva a perfeição, afinal, as Escrituras dizem que esta obra é Dele). Ele apenas deseja que você seja humilde, sincero e inteiramente dependente Dele!

Por fim, jamais se esqueça:

É preciso passar (e não ficar) pelo vale pra subir a Montanha de Deus!


Que o Senhor te abençoe. Ele é contigo, por onde quer que andares...

domingo, 16 de maio de 2010

O VALE 121 – PARTE 1



“Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.”
Salmo 121:1-2

Escrever sobre o que se vê é lindo. Falar sobre o que sê ouve é esplendoroso. Mas testemunhar o que sê vive é incomparavelmente singular.
As mais profundas histórias nascem de pessoas que primeiro viveram e depois descreveram suas experiências. As mais comoventes poesias saem das nostalgias, lágrimas ou alegrias do poeta, que, na tentativa de materializar suas emoções, transforma sentimentos em versos.
Há dezenas de homens e mulheres assim na Bíblia. O mais conhecido deles é Davi, o segundo Rei de Israel. Contudo hoje não escreverei sobre os textos do famoso rei Davi. Pelo contrário, compartilharemos, em duas partes, a história de um anônimo. Um homem ou mulher comum que, após muito ter chorado, colheu suas lágrimas numa taça e serviu como agradável bebida as pessoas que estavam a sua volta a fim de repartir com elas a maravilhosa experiência que teve com Deus. Compartilharemos a história do(a) escritor(a) do Salmo 121 e o(a) chamaremos simplesmente de “121”. Portanto, convido-lhe para preparar seu espírito a fim de navegarmos juntos com 121 nas águas da imaginação e da emoção através de uma ficção que quem sabe pode ilustrar a vida de muitos de nós.

Seria um dia comum. O sol nascia alegre beijando as verdes campinas da terra de Israel. As fontes de Jerusalém pareciam cantar uma suave melodia. Os ventos orientais sopravam as oliveiras e os campos de trigo. Ovelhas alvas como a neve chamavam aos gritos por seus pastores. Carvalhos balançavam numa sincronizada dança matinal. Seria um dia comum. Um dia como outro qualquer. Entretanto, há aproximadamente cinco dias, a cidade de Jerusalém fora cercada pelo exército dos filisteus e, atrás das linhas inimigas, um israelita que acordara mais cedo para dar de comer as suas ovelhas, deseja sinceramente que há cinco dias atrás o sol não tivesse nascido, apesar de que pra ele não houve diferenciação de dias, já que seus olhos não pregaram desde que recebeu a notícia, por um mercador midianita que passava por aquela região, do sítio de sua terra natal. Seu nome é 121. Um alguém que faz parte de uma massa de pessoas que se espalham por toda terra. O que o torna especial para nós, contudo, é a sua situação: 121 está deitado, neste exato momento, completamente só, no meio de um vale qualquer ao redor de Jerusalém.

A propósito, não querendo ser desagradável parando a história, você sabe o que é um vale? Um vale é uma depressão, um abaixamento de terreno que se forma entre regiões montanhosas. Ou seja, na maioria das vezes um vale é a parte mais baixa de uma montanha ou simplesmente a base da montanha.

Agora que já sabemos o que é um vale, voltemos a história de 121.

121 está deitado, neste exato momento, completamente só, no meio de um vale qualquer ao redor de Jerusalém. Sem forças para cuidar de suas ovelhas e de si mesmo, seus braços e pernas têm espasmos contínuos repuxando-se incessantemente devido a falta de nutrientes, pois há dias 121 não sabe o que é comer. Seu rosto está impregnado de uma crosta dura de terra que antes era apenas poeira, mas, após ser molhada por suas lágrimas, adotou a forma de barro. Sua voz assumiu uma rouquidão mórbida, pois, na tentativa de aliviar o desespero, 121 gritara com tanta intensidade que suas cordas vocais não suportaram tamanho esforço. Ao redor de seus olhos, enormes olheiras revelam seu cansaço e angústia. Sua memória trabalha como inimiga interior avisando-lhe que os filisteus não o perdoarão se o acharem atrás das linhas de batalha, nem pouparão sua família e concidadãos depois que iniciarem a invasão a sua amada cidade. Cenas sangrentas de morte são arquitetadas no teatro de sua mente, mantendo-o numa ansiedade que beira os níveis da tortura. Tudo que 121 tem é um vale pra deitar e a seu redor uma cadeia de montes pra avistar.

Um vale (denso, escuro e cercado pelo medo)...

Uma cadeia de montes...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

GRÁVIDO DA PROMESSA

Sinto em mim o pulsar de um novo tempo

arde em mim um chamado pra ser

um novo ser em um novo momento,

vejo a glória do Senhor em meu viver


Sonhos mortos estão sendo ressurretos

vestes novas, brilho novo, nova unção.

Do meu interior fluem águas vivas

Tua vida gera vida em meu coração


Me olho no espelho, não me reconheço.

O velho vaso foi quebrado: NOVO SOU!

Em meu interior um novo tempo se forma depressa

ESTOU GRÁVIDO DA PROMESSA!


Um NOVO TEMPO CHEGOU!

terça-feira, 9 de março de 2010

NÃO JUSTIFIQUE O INJUSTIFICAVÉL


Davi mandou o mensageiro dizer a Joabe: “Não fique preocupado com isso, pois a espada não escolhe a quem devorar. Reforce o ataque à cidade até destruí-la.” E ainda insistiu com o mensageiro que encorajasse Joabe.
[...] Mas o que Davi fez desagradou ao Senhor.2 Samuel 11:25-26

Muitos já ouviram ou leram a história de Davi e seu servo Urias, o hitita. Davi, no lugar errado, na hora errada, deixando de cumprir o papel que lhe era outorgado como rei, fica em Jerusalém pra descansar em seu palácio justamente no período em que, segundo a Bíblia, “os reis saíam para guerra”.

Era primavera. Enquanto soldados israelitas comandados por Joabe, o chefe do Exército, lutavam e derramavam suas vidas pelo reino, Davi, numa cidade praticamente ausente de homens, do terraço de seu palácio “admirava as flores” e se deliciava em suas férias fora de época.

Diz a Bíblia que numa tarde o rei levantou-se de sua cama e foi passear pelo terraço de seu palácio. Em meio ao seu ócio improdutivo, Davi enxergou uma mulher muito bela tomando banho e mandou alguém procurar saber quem era. O enviado (ou enviada) logo trouxe a informação precisa que o rei solicitara: “É Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o hitita”.

Davi “não satisfeito” com o fato de estar cobiçando a mulher do próximo (ou especificamente, a mulher do vizinho), ordena que a trouxessem a ele pra que com ela se deitasse. E assim foi feito, infelizmente!

O resultado: dias depois Davi recebe um recado de Bate-Seba informando-o que está grávida.

Deste ponto em diante inicia-se a trágica tentativa de Davi de justificar o injustificável.


O ponto de partida se dá no versículo 6 do capítulo 11, onde se registra que Davi mandou chamar Urias. E, é claro, o capitão do Exército obedeceu.

Após a chegada de Urias em Jerusalém o rei tenta convencê-lo a descansar um pouco e desfrutar de momentos com sua mulher. Ou seja, Davi queria criar um álibi para a “gravidez indesejada”, pois se seu servo Urias se deitasse com Bate-Seba certamente não desconfiaria de uma gestação posterior.

O plano era maléfico, entretanto aos olhos do rei era perfeito. Nada podia dar errado... Não fosse a lealdade e fidelidade do servo Urias que, em respeito aos seus compatriotas, seu rei e em honra a Deus, se recusa a desfrutar de descanso enquanto milhares de israelitas sofriam no campo de batalha. E o melhor: Urias dorme na entrada do palácio junto com os guardas que estavam em serviço! Uma maneira prática de demonstrar o quanto era leal ao seu rei.

Davi, todavia, fez nova tentativa. Em um banquete propositalmente montado com a intenção de embebedar Urias, o rei tenta tirar-lhe a sobriedade a fim de provocar sua “noite de descanso” com Bate-Seba. E mais uma vez não consegue. A lealdade, fidelidade, respeito e temor de Urias se mostram mais fortes que a embriaguez e, para surpresa de Davi, o hitita dorme mais uma vez com os guardas.

Após tentativas “amigáveis” de resolver o problema, Davi parte para uma drástica decisão. Envia uma carta por Urias a Joabe ordenando o chefe do Exército a colocar o hitita numa frente de batalha que fosse violenta o suficiente para lhe provocar a morte.

E assim foi feito. Como um cordeiro, Urias carrega em suas mãos sua própria sentença de morte e ao apresentar-se a Joabe recebe a missão de integrar uma frente de batalha que enfrentaria um desleal, perigoso e violento combate. Dias depois Davi recebe de um mensageiro um relatório de batalha que informa a morte de Urias e de outros soldados israelitas.

Após a leitura do relatório provavelmente o rei se alegrou. Imagino que pode ter pensado: “Agora que Urias é morto, vou me casar com sua esposa e o problema está resolvido. Já não há mais preocupações com adultério ou cobiça à mulher do próximo, afinal não existe mais ‘o próximo’ e, além disso, sendo Bate-Seba viúva não há nenhum impedimento para que se case novamente”.

Em meio a este possível torpe pensamento, Davi manda o mensageiro retornar a Joabe dizendo:

“Não fique preocupado com isso, pois a espada não escolhe a quem devorar. Reforce o ataque à cidade até destruí-la.”

Além do recado, Davi dá ao mensageiro uma incumbência especial: ENCORAJAR JOABE! Em outras palavras, retirar dele o peso da culpa de ter sido cúmplice do rei em um assassinato.

O rei pensa ter resolvido um problema. No entanto diz a Bíblia (no fim do capítulo) que “o que Davi fez desagradou ao Senhor”.

A tentativa de justificar o erro foi vista por Deus. E foi vista com reprovação e desagrado!

E quanto a nós? Quantas vezes não tentamos justificar o injustificável?

O aniversário de namoro (ou de casamento) esquecido, o compromisso faltado propositalmente, os impostos sonegados, as mentiras, o dízimo não entregue e gasto indevidamente, o adultério, a palavra impensada e agressiva que feriu alguém, a fofoca, a falta de interesse pelo Reino de Deus, a pouca (ou nenhuma) oração, a mirrada leitura bíblica...

Como Davi, tentamos inicialmente arrumar um álibi, uma desculpa. Se não conseguimos, tentamos santificar o erro “nos casando com a mulher com quem adulteramos, a qual é viúva do homem que matamos”.

Seduzidos pelo desejo de ocultar o pecado, vamos puxando um abismo após o outro, pois nosso desejo não é abandonar o erro, mas continuar a praticá-lo sem que ninguém nos descubra. Pra esconder a cobiça à mulher do vizinho a chamamos pra nosso palácio. Em desobediência a Deus que nos ordena fidelidade no casamento atraímos o abismo do adultério. E por tal ato de rebeldia à Palavra do Senhor atraímos um abismo homônimo e mais outro: o da feitiçaria (pois a rebeldia é como pecado de feitiçaria). Pra ocultar o adultério atraímos os abismos da hipocrisia, da bebedice, do abuso de poder e do assassinato. E quando percebemos estamos tão imergidos nos abismos que atraímos que somos capazes de sinicamente atribuir espiritualidade (ou acaso) aos nossos atos.

Davi, ao declarar a Joabe:“Não fique preocupado com isso, pois a espada não escolhe a quem devorar” - diz, nas entrelinhas: “Não fique triste, Joabe. Urias não morreu por nossa causa. Se o colocássemos na frente ou atrás da linha de batalha ele morreria do mesmo jeito. Afinal, a espada escolheu alcançá-lo. A morte escolheu recolhê-lo. Era o dia dele. Deus, que governa o tempo e a morte, quis assim.”

Davi tenta espiritualizar o seu pecado atribuindo ao destino (ou a Deus) a responsabilidade pela morte de Urias.

Quantas vezes erguemos nossas mãos agradecendo a Deus por passarmos ilesos na blitz sem que nossos documentos vencidos (ou ausentes) fossem descobertos. Louvamos ao Senhor pela “bem-aventurada cola” enviada para nossas mãos no momento “do vale da sombra da reprovação”(ou da prova final). Esquecemos o aniversário de casamento e colocamos a culpa no dia abençoado e corrido que tivemos. Não corrigimos nossos filhos, não saímos com as esposas, não temos tempo pra família sob o pretexto de fazermos a obra de Deus. Mas afinal, qual a obra que Deus quer que desempenhemos?

Se vivermos justificando o injustificável (isto é, acobertando nossas falhas e erros) chegaremos no fim do capítulo de nossas vidas e nos surpreenderemos ao nos depararmos com a seguinte revelação:

“Mas o que (seu nome) fez desagradou ao Senhor!”

Ao invés de acobertarmos nossos erros (ou espiritualizá-los), devemos confrontá-los, reconhecê-los, confessá-los e deixá-los.

Não devemos buscar justificar o injustificável, mas numa atitude de arrependimento devemos embasar nossa vida em quem pode REALMENTE nos JUSTIFICAR, o Senhor Jesus Cristo. Afinal, Está Escrito:

“O qual [Jesus Cristo] por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.” Romanos 4:25

Que nesta verdade esteja nossa motivação e real justificação!

Que Deus,
em Cristo Jesus, nos abençoe poderosamente.

domingo, 7 de março de 2010

A OFERTA QUE DEUS DESEJA: EU! (Seja Tudo em mim)


Porque Dele e Por Ele e para Ele são Todas as coisas. Glória, pois a Ele eternamente. Amém” Rm 11:36

Quantas são as vezes que falamos de oferta e entrega na igreja? Estamos cheios de conhecimento sobre semeadura, dízimos, mas muitas vezes não conseguimos praticar estes princípios com o coração alegre e livre. Fazemos por obrigação, como se necessitássemos mostrar a nós mesmos que vivemos a liberalidade que a Bíblia nos ensina. No entanto, não fazemos com alegria e parece que as promessas advindas da lei da liberalidade não fazem efeito em nós. Somos transportados da falsa obediência para a culpa num piscar de olhos e sinceramente nos sentimos frustrados por não ver o agir de Deus em nossa vida financeira. No entanto esta dificuldade de entregar-se financeiramente com alegria reflete um sério problema em nós:
NÃO NOS ENTREGAMOS INTEGRALMENTE A DEUS!
Está escrito em João 12:24: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto”.
Este texto é uma demonstração de como deve ser o nosso nível de entrega a Deus. A exemplo de Nosso Senhor Jesus não devem existir limitações em nós para o controle do Pai. Voluntariamente precisamos nos dispor a lançar-nos diante Dele abdicando de nossa própria vida e desejos para frutificarmos. Mateus 16:24-25 diz:

“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.”

Uma vida ensimesmada em objetivos pessoais, crescimento individual e acúmulo de tesouros desta terra pode nos levar a um grande erro: não liberar a potencial vida de Deus que está em nós. Assim como uma semente, possuímos vida em nós. Quando uma semente cai sobre a terra seus nutrientes são utilizados em prol da formação do broto que futuramente tornar-se-á uma árvore. Conosco é semelhante: liberar-nos do casulo do individualismo e avareza faz fluir a vida de Deus que há em nós resultando no desenvolvimento de nossa fé e na edificação da igreja. O apóstolo Pedro escreve dizendo:
“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”. (2 Pe 3:18)

Este crescimento é fruto da Graça de Deus que opera em nós cotidianamente. Todavia não existe fluir de Graça sem comunhão com Deus e por sua vez, não existe comunhão se não nos dispusermos a sermos totalmente Dele, afinal Ele não nos divide com ninguém.

Por isto, precisamos entender que...

A MELHOR OFERTA QUE DAMOS A DEUS É A NOSSA ENTREGA ILIMITADA A ELE.

No Universo existe Deus, pessoas e coisas. Devemos adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. Se cultuarmos a nós mesmos, iremos desprezar a Deus, amar as coisas e usar as pessoas, ou seja, inverteremos as prioridades de nossas vidas. Devemos amar a Deus sobre todas as coisas (Mc 12:30). Ele deve ocupar o primeiro lugar em nossa vida, em nossa agenda e em nossos sonhos. Quando entendemos que Ele é nossa prioridade e que somos Sua propriedade, não existirá mais nada que nos prenda a este mundo. Deste ponto em diante compreendemos que tudo o que temos veio Dele e é para Ele. A partir daí que começamos a experimentar do que está Escrito em Mateus 6:33:

“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

O acrescentar começa quando nos desprendemos do mundo e priorizamos o Senhor e Seu Reino; quando entregamos nossas vidas é aí que verdadeiramente a ganhamos.
Quando nos entregamos inteiramente a Deus, ofertar passa a ser para nós uma satisfação, pois reproduzimos com o que temos exatamente o que somos: PROPRIEDADE DELE!

Deste momento em diante vivemos o que está escrito em Salmos 1 e 25:12-14.

Precisamos aprender que a qualidade de nossa oferta não está em quanto damos, mas em como damos (segundo nossa condição financeira). Assim como a intensidade de nossa vida como oferta não está em quanto tempo passamos na igreja, mas se vivemos com Ele e para Ele dentro e fora da igreja.

Precisamos desejar ardentemente sermos ofertas agradáveis a Deus.
Precisamos que tudo que somos e temos seja Dele.
Precisamos desejar que Ele seja Tudo para nós e em Nós.

Precisamos que nossa oferta de primícia a Deus seja a nossa vida, sem reservas. Nisto experimentaremos o que verdadeiramente é Vida Abundante, em todos os sentidos (inclusive nas finanças).

QUE VOCÊ SE ENTREGUE INTEIRAMENTE AO SENHOR E QUE ELE TE ABENÇOE PODEROSAMENTE!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Somos sacerdotes do Senhor


Mas desde o nascente do sol até ao poente, será grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome será grande entre os gentios, diz o SENHOR dos Exércitos”. Malaquias 1:11


Deus, antes da fundação do mundo, projetou criar pra si uma geração de adoradores. Uma geração de pessoas que tivessem com ele profunda intimidade, amando-o, respeitando-o e obedecendo-o inteiramente.


Quando Adão e Eva caíram no Éden cometendo o pecado da desobediência (fazendo a escolha errada), Deus não mudou seu plano, pois, por ser Onisciente, já sabia que o homem e a mulher iriam errar. Por este motivo, o Senhor começou a anunciar em Gênesis 3:15 o seu plano Maravilhoso de Redenção e Salvação dos Homens. Vejamos o que diz este texto (as palavras entre colchetes foram acrescentadas no texto para melhor entendimento):


“Porei inimizade entre você [serpente] e a mulher [Eva], entre a sua descendência [os filhos da desobediência] e O DESCENDENTE [Jesus] dela; este [o descendente - Jesus] lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar”. Gn 3:15 – Nova Versão Internacional


O texto supracitado está mencionando uma Pessoa específica (observe o artigo “o”) que pisaria a cabeça do diabo (também chamado de serpente – Ap 20:2) e teria seu calcanhar ferido. Tal afirmação é uma revelação profética do Cristo e pode referir-se tanto ao Seu sofrimento na cruz do calvário quanto a perseguição de Satanás à Igreja, afinal a mesma é o corpo do Senhor Jesus, do qual, segundo a Bíblia, nós somos parte ( 1Co 12:27).


Isto nos mostra que o Plano de Redenção de Deus se cumpre na Pessoa de Jesus, o descendente que haveria de vir. Ou seja, todo aquele que quer estar junto a Deus só consegue isso se entregar-se a Jesus (Jo 14:6). E todo aquele que conhece a Jesus passa a ser residência Dele (Jo 14:23) e a ser Seu instrumento para salvar e edificar outras vidas, assim como um dia fomos edificados sobre Ele, que é chamado de Pedra Angular (Atos 4:11) e Pedra Viva.


Desta maneira, podemos dizer que quando conhecemos a Cristo e nos entregamos a Ele, passamos a ser Sua propriedade e seus representantes na terra, a fim de levar a mensagem de Salvação e Mudança a outros que ainda estão perdidos, ligando-os ao Senhor Deus. Esta propriedade e representação é declarada em 1 Pedro 2:1-9. E neste dia nós aprenderemos com este texto a sermos verdadeiros representantes do Senhor.


[Leitura de 1 Pedro 2:1-9]


O texto nos mostra que o Senhor nos investiu de autoridade para adorá-lo e para levar o povo a conhecê-lo. Isto, por incrível que pareça, era a função dos sacerdotes no Antigo Testamento. Ou seja, o apóstolo Pedro está dizendo que o desejo eterno de Deus é que sejamos separados para Ele, que sejamos apenas Dele, que sejamos seus sacerdotes.

Mas, qual a qualidade do nosso sacerdócio? Temos adorado a Deus todos os dias através da oração, leitura da Palavra e atitudes Santas?


O apóstolo Paulo diz em Romanos 12:1:


“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.


Ou seja, ele afirma que devemos nos oferecer a Deus como sacrifício. O apóstolo Paulo, na verdade, está nos revelando uma visão interessante acerca de nós mesmos: além de sacerdotes, somos ofertas a Deus!


Mas...

Que tipo de oferta temos sido? Temos sidos “vivos, santos e agradáveis a Deus”?


Que tipo de culto, como sacerdotes e ofertas, temos oferecido a Deus? Culto racional? Culto irracional? Culto apenas emocional?


E quanto a nossa mente: temos agradado a Deus com o que pensamos? Nossa vida e pensamentos tem estado conforme os moldes (forma) do mundo ou segundo os moldes (forma) da Palavra de Deus?


Se somos sacerdotes, que tipo de sacerdócio temos exercido?


A bola está conosco! Deus deseja que nos examinemos e sejamos melhores! Ele quer que sejamos verdadeiramente Sacerdotes Reais, a semelhança de Jesus!


E se nos dispusermos, o Espírito Santo nos ajudará e nos transformará a cada dia nesta grande missão!


Que Deus Pai, em Cristo Jesus e pelo Amado Espírito Santo, abençoe a nossa vida e nos faça SACERDOTES conforme o coração Dele!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

NOVA VIDA, NOVO TEMPO, NOVO EU


(esboço de mensagem pregada no dia 19/12/2009)

“Eis que faço novas todas as coisas”. Ap 21:5


Mudança, essa é uma de nossas maiores dificuldades. Mudanças requerem esforço, bom ânimo, disposição. Organizar um quarto, um guarda-roupa, a dispensa, o escritório. Toda grande arrumação começa com uma grande bagunça. Ezequiel 37 narra a visão que Deus deu ao profeta do reavivamento de um vale de ossos sequíssimos. O versículo 7 demonstra que após ter profetizado em conformidade com a Palavra do Senhor, o profeta viu um reboliço acontecer antes que cada osso se ajuntasse organizadamente.

1) Precisamos saber EM PRIMEIRO LUGAR que: Pra arrumar é necessário bagunçar!

É impossível experimentar mudança sem nos dispormos a desorganizar conceitos arcaicos ou distorcidos. Sem romper com o velho jamais experimentaremos o novo. Aliás, é impossível utilizar matéria prima velha pra fazer coisas novas. Jesus afirma que “ninguém costura remendo de pano em veste velha; porque o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior. E ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo rompe os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser posto em odres novos.” (Mc 2:22)
Para entendermos o que Jesus quer nos ensinar precisamos conhecer melhor sobre os odres.
Os odres eram recipientes feitos de pele de carneiro apropriados para guardar vinho. Quando novos tinham elasticidade suficiente para expandir durante o processo de fermentação do vinho, o qual libera gases esticando a pele que formava o odre. Por isso um odre velho, que já havia se esticado ao longo do tempo não poderia carregar vinho novo, recém retirado da uva e em processo de fermentação, pois não suportaria a pressão exercida pelos gases durante tal processo. Além disso, o vinho novo poderia ser estragado devido ao fato de entrar em contato com um odre velho que já havia contido vinho fermentado e, portanto, tinha resquícios do volume anterior. Desta maneira, Jesus está dizendo que coisas novas fazem parte de uma vida nova, assim como sonhos novos fazem parte uma mente renovada. É por isso que Romanos 12:02 afirma que sem transformação de mente não podemos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

2) Por isso a segunda coisa que aprendemos é: TODA GRANDE MUDANÇA EXTERIOR COMEÇA PRIMEIRAMENTE COM A TRANSFORMAÇÃO DO MEU INTERIOR!

O livro do profeta Ezequiel diz no capítulo 36, versos de número 26 e 27: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos e os observeis”.
Quando não estamos abertos para mudanças, jamais veremos coisas novas em nossas vidas.
O Livro de Números demonstra quantas pessoas morreram no deserto por murmurarem contra Deus (Nm 16 e 26). Estas pessoas desejavam voltar para o Egito, pois sentiam saudades da velha vida que tinham. Existem pregadores que costumam afirmar que a maior dificuldade do êxodo não foi retirar Israel do Egito, mas retirar o Egito do coração de Israel.

3) Terceira coisa a aprender: TENHA UM SONHO – VOCÊ PRECISA SONHAR! (Sl 126; Mt 18:3-4)

4) SAIA DO LUGAR QUE LIMITA A TUA VISÃO E O AGIR DE DEUS NA SUA VIDA (abandone a zona de conforto): o exemplo de Abraão - Gn 12:1-2
• Sob a direção de Deus não tenha medo de lançar-se no desconhecido! (Sl 25; Is 30:21)

5) RECONHEÇA A POSSIBILIDADE DE AFLIÇÕES...

• Mas tenha bom ânimo, pois o Senhor é contigo - Isaías 41:10; João 16:33
• Se for preciso, tente novamente! (O exemplo da destruição de Jericó - Josué 6 / O exemplo de Pedro - João 21)

6) CREIA NA PALAVRA DE DEUS, DESCANSE EM SUA FIDELIDADE E AMOR, CONFIE QUE ELE TEM O MELHOR PRA VOCÊ (Jr 29:11; Romanos 8: 28; 1Co 2:9)

7) NÃO SE ESQUEÇA QUE SUA VIDA TEM UM PROPÓSITO ESTABELECIDO POR DEUS. POR ISSO ESTEJA ABERTO ÀS MUDANÇAS, INCLUSIVE EM SUA VISÃO E SONHOS. (Provérbios 16:1; Salmo 37:3-7a)

É TEMPO DE VIVERMOS UM NOVO TEMPO NA PRESENÇA DO DEUS QUE FAZ NOVAS TODAS AS COISAS!

Que o Senhor te abençoe...